SEJAM BEM VINDOS!

Tendo pisado neste caminho de sonho, do mundo ilusório,
Sem olhar para os rastros que talvez tenha deixado;
O canto do cuco me alertou para ‘voltar pra casa’ -
Ouvindo isto, brigo com minha cabeça para ver
Quem havia me dito para voltar atrás;
Mas não me perguntou onde tenho dado cabeçadas,
Já que viajo neste mundo sem limites
Onde cada passo que dou, é minha casa.

Doge

quinta-feira, 17 de junho de 2010

AMIZADE x AMOR


Sempre me intrigou o fato de amizade dar muito mais certo que o amor. Na amizade cabe um monte de coisas que não cabe no amor. Na amizade a gente lida bem com as diferenças, temos amigos totalmente diferentes de nós e isso não faz mal nenhum pra relação. Essas diferenças enriquecem, rimos juntos das coisas que são peculiares de cada um. Pros amigos contamos todos os nossos podres e falamos de nossas fraquezas. Mostramos quem somos sem medo, não temos pretensão de ser perfeitos. A relação é confortável. Nos sentimos bem (quase sempre).
No amor não cabe quase nada disso. Não nos mostramos como somos, ficamos fazendo “pose pra foto”... A todo custo tentamos manter apenas nosso melhor lado. É por isso que chega aquela fatídica hora que chamamos de “crise”, que nada mais é o momento que cada um começa a tirar sua máscara, pois não dá pra sustentar uma imagem perfeita por muito tempo. E da mesma forma, não aceitamos muito as “diferenças” do outro, costumamos até a dar nome de “defeito”. Sentimos medo de não sermos amados pelo que somos. Levamos todo e qualquer comentário pro lado da crítica. Tudo é muito difícil! E eu pergunto: - por quê???
Me ocorreu que a resposta seria ACOLHIMENTO. Nos sentimos acolhidos na amizade, não nos sentimos cobrados nem criticados, por mais que a gente até ouça algumas verdades às vezes. Sentimos que somos queridos, que fazemos falta, que acrescentamos. Que somos vistos com todas as nossas qualidades e que somos aceitos. Pronto. É isso. Não há ideais a serem atingidos, é viver o que se tem e ser feliz em cada momento. E somos! Os amigos nos fazem felizes!
Acho que todo mundo quer um amor com gosto de amizade... Eu gostaria muito!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Maionese


Eu não gosto de rótulos, de um modo geral, são equivocados e injustos. Rótulos não deveriam ser aplicados a seres humanos. Maionese, sim! É maiosene, será sempre maionese, então leva o rótulo de maionese. Mas pessoas são muito mais que isso. Somos outros a cada dia. Mutáveis por excelência. Tudo em nós muda, células, órgãos, atitudes, amadurecimento... então como rotular algo que cada hora é uma coisa!?
Alguns rótulos me irritam bastante,“aleijado” é um deles, uma pessoa sendo reduzida a uma condição física! Qualquer um é mais do que seu físico, a prova disso é que muitos deles se superam, seja praticando esportes ou formando em faculdades. “Gay” é outro rótulo que também me irrita, (dane-se a preferência sexual de uma pessoa!), é uma pessoa e ponto final. Se todas as pessoas fossem rotuladas por suas preferências sexuais o mundo seria bizarro (e engraçado! rsrsr)... mas seria mais justo.
Rótulo é sempre péssimo! Quem gosta de ser rotulado? Acredito que ninguém. Os pais fazem muito isso com os filhos, talvez por isso eles se recusem sempre a ouví-los. Se ele perde a hora um dia, vira “o irresponsável”. Chega bêbado no outro, vira “o alcoólatra”. Termina o namoro e arruma outro namorado em pouco tempo é “a safada”! E assim infinitamente.
O que existe são momentos! Tem dia que a gente quer deixar tudo sem fazer, está sem saco pra nada. Tem dia que precisamos de um porre e nem precisa ter motivo! E nada disso diz sobre quem somos. Aliás, “quem somos” é a grande pergunta sem resposta.
Não é por acaso que o convite de Sócrates desde 469 a.C. continua atual: “Conhece-te a ti mesmo!” Como é difícil! Talvez por isso, rotular seja mesmo mais fácil, mas como é injusto!!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Analogias


A sensação que tive com aquela imensa cratera na Av. Rio Branco semana passada foi que 2012 havia se antecipado. Aquelas placas de asfalto amontoadas e aquela água jorrando fizeram eu me sentir num desses filmes apocalípticos de Hollywood. Em seguida, a calmaria. Nenhuma notícia de prazo para o reparo terminar. Enquanto isso, na sala de justiça, a falta d’água imperava. Como ir ao banheiro sem água? Olhava pra torneira do banheiro e pensava: quantas vezes escovei os dentes e deixei sair mais água que o necessário! E na cozinha as vasilhas se acumulavam. Que caos! Nessa hora nos damos conta de tantas coisas que não percebemos no dia a dia. Ter água é muito fácil, automático, é só abrir a torneira, está lá. Por isso mesmo nem nos damos conta da sua importância. O que é uma pena e, porque não dizer, uma burrice!
Dizem que faço analogia pra tudo... eu nunca tinha percebido isso, mas acho que é verdade. Fiquei pensando que talvez seja uma forma didática de fazer as pessoas me compreenderem... Não sei! risos... Enfim, só sei que o buraco da Av. Rio Branco não poderia passar em branco! E comecei a pensar, quando entrava no segundo dia sem possibilidade de um banho decente, sozinha em minha casa: fazemos com todas as coisas em nossa vida o que fazemos com a água. Amores, pessoas, amizades e o que mais você quiser pensar... Ou seja, só damos valor quando não temos mais.
Porque não sabemos valorizar as coisas que temos? Tudo o que nos é dado e que não precisa de esforço nenhum, é ignorado e desprezado. (Claro, isso até o momento em que perdemos e aí percebemos seu valor). Só valorizamos aquilo que é sofrido, aquilo que é preciso se matar para ter. Amamos tudo que falta. E quase nunca amamos o que temos. Tudo que nos é dado sem esforço são presentes. E é educado aceitar e valorizar os presentes que ganhamos. Claro que quando conseguimos algo por nosso esforço damos imenso valor, pois é a recompensa por nossos esforços. Mas porque não valorizar também o que nos é dado sem esforço algum? Comece enxergando. Olhe a sua volta e reconheça seus presentes. Curta! Eles são seus! Eu estou aqui tentando fazer o mesmo! 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Se...


Uma palavrinha tão pequena, mas que estrago ela pode fazer!!! O “se” tem a capacidade de destruição de uma bomba atômica. Você deve estar achando isso muito dramático, mas acredite, não é!
Assim como um dia descobrimos que papai noel e coelhinho da páscoa não existem, precisamos descobrir que o “se” também não. As crianças acreditam em fantasmas, monstros debaixo da cama, nós acreditamos no “se”. E como as crianças, sofremos! E sofremos quase sempre à toa.
Se é verdade que o Universo é infinito em possibilidades e que tudo é multi-causal, então qualquer tentativa de “se” deveria ter infinitas probalidades. Concorda? Pelo menos aceite que faz algum sentido... Então porque sempre pensamos na pior possibilidade?
Vou tentar desdobrar esse assunto, mas o grande problema dele é a simplicidade, quando as pessoas escutam algo simples, em geral, não dão muita importância. É como se fosse a nossa avó nos convencendo que monstros não existem. Infelizmente, meus queridos, é simples assim! O “se” não existe! Ponto final. Me diga, de verdade, o que é o "se"? São milhões de possibilidades que vamos criando na mente, muitas são um teatrinho de horror, imaginamos tudo o que seria ou está sendo, nada é real. E a prova disso, é que geralmente estamos errados e nada do que realmente acontece é como tínhamos pensado.
Tenho uma frase que uso sempre: “Se fosse pra ser, seria. Se não é, não era pra ser.” O “se” não existe, o que existe é aquilo que acontece de fato e é com isso que temos que lidar. Não estou fazendo apologia à acomodação. Ja-mais! Só estou dizendo para você parar de gastar tanta energia com o “se”, sonhando ou sofrendo com situações, que na maioria das vezes, jamais acontecem.
Eu geralmente não dou ouvidos para conselhos que dizem para você nunca se irritar com nada, para abstrair dos pequenos problemas do dia-a-dia, dar a outra face quando apanhar na primeira... enfim... seguindo isso vou me sentir uma planta e não um ser humano. Mas queria compartilhar algo que me ajuda muito: viver sem o “se”! Viva o momento de agora com tudo o que ele trás, administre o que você tem e faça o melhor que der. Se não saiu como planejou, pense numa solução ou um desvio e siga em frente, não pare um segundo para pensar que “se” tivesse feito isso ou aquilo, isso não aconteceria. Pensar assim trás culpa desnecessária para a sua vida. E no fim são muitas coisas simultâneas que determinam o que acontece agora e você tem pouco ou quase nenhum controle sobre a maioria delas. Então relaxe. Viva o que o dia te reservou, sem idealizações de tudo acontecendo perfeitinho como você imaginou. E aí, além de você se divertir muito mais e sofrer muito menos, você vai descobrir que tem uma capacidade incrível e criativa de viver e lidar com as situações que se apresentam.