
Hoje estava numa conversa com um amigo querido pela internet. Entre vários assuntos surgiu o tema "amor". Bom essa palavra é, sem dúvida, a palavra mais surrada de todo o dicionário, usada de forma leviana e interesseira quase sempre. Igrejas a usam com freqüência, mas o amor de lá nada mais é que culpa travestida, é a busca de um amor que perdoa, porque ela nos convence que somos tão somente feitos de pecado e miséria.
O outro é esse amor mais corriqueiro, aquele do dia a dia, de relacionamento... Nossa, e como se fala dele!!! Basta parar num ponto de ônibus ou observar duas amigas conversando.
Mas eu pergunto, o que é o amor?
Antes de continuar, me deixa dar um tiro no pé, já que me atrevi a falar sobre isso, faço aqui um parênteses, não há o que dizer sobre o amor, porque o amor mesmo é indizível. Então falarei de algumas de suas nuances, algumas situações, será mais um convite a observação, ok?
Eu vou responder a pergunta que fiz, pobremente é claro, porque as palavras são sempre inadequadas e, convido a você que está lendo a se aventurar a me dizer o que é o amor para você.
O amor é quando eu me reconheço como sendo um. Não estou falando desse "ser um" de casal apaixonado não. Mas é você perceber mesmo, que a nossa Essência é a mesma, e não tem "outro" e sequer tem "você", porque esse "você" é sempre o engano do ego, se identificando com a forma, lutando para possuir o amor e o outro junto. Se você tem esse reconhecimento verdadeiro, se você pode ver isso, então você ama. E não precisa ser aquele "O Escolhido", parecendo até uma profecia. Você tem amor disponível, quem vai ser, por quanto tempo e como... é só mais um mistério da vida! risos
Mas ainda existem muitos outros enganos.
Por exemplo, por que as pessoas só identificam como "amor" aquele sentimento sofrido, desgastado, dizem que só existe amor num relacionamento onde há sacrifício para se amar, onde já não se suportam mais, mas permanecem juntos em nome desse "amor" (para não assumirem que o amor era fraco). Dizem de um casal que está junto há 50 anos, ah sim, isso é amor! Mas um casal que ficou junto, sei lá, dois anos, duas saídas, uma noite... Ah, deu errado, isso não era amor. Por que não?
Só é amor se arrastar correntes? Se tiver algemas? Se for leve, livre e sem nenhuma cobrança, não é? Quem te disse isso?
Não acho que se possa dizer que um encontro mágico entre duas pessoas que se atraíram na multidão, que compartilharam o amor, que foram a própria dissolução de si mesmos, deu errado, mesmo que tenha sido por um dia! Que mania de "deu errado"!!! Se foi lindo, mágico, puro amor e liberdade, nada mais que um compartilhar, onde é que deu errado?
Só dá certo se for pra vida toda? Então me diga, quanto é a vida toda??? E se você tivesse só mais uma semana de vida? Você sabe quanto será a sua vida toda? Pensando nesse futuro absurdo, vamos desperdiçando momentos mágicos, de verdadeiro amor e troca, por causa de uma maldita ideia.
Seguimos, durante toda a vida, um monte de convenções idiotas que foram feitas para impedir que a gente seja livre e feliz. Não vejo outra função que não a de puro controle!
A maioria das pessoas bem treinadas em convenções, ao lerem este texto, rapidamente irão pensar em putaria. Não tenho nada contra ela, mas não é do que estou falando aqui. Não estou falando de pegação pura e simplesmente. Estou falando de você feliz com você mesmo e compartilhando o amor com outra pessoa, na verdade vou além, é você se reconhecendo a si mesmo como sendo o próprio Amor.